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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A arte abstrata ou arte contemporânea?




"Uma pintura abstrata pode ser definida como aquela cujas formas e cores não possuem relação direta com as formas e cores das imagens da realidade visual, em outras palavras, nada representam, nada descrevem ou narram figurativamente. Nada representar da realidade visual é a condição fundamental da pintura abstrata, porque certos pintores abstratos partem, algumas vezes, das formas visuais da realidade para chegar a formas e cores, visualmente inexistentes e, portanto, abstratas. Apesar das restrições e estranhezas que provocou, o abstracionismo não é novidade absoluta na história da pintura. No passado, mais de uma vez, ocorreram formas e cores abstratas, desligadas completamente das realidades visuais."  (fonte: arte abstrata)

sábado, 27 de outubro de 2012

Dois desenhos



O desenho é um suporte artístico ligado à produção de obras bidimensionais, diferindo, porém, da pintura e da gravura. Neste sentido, o desenho é encarado tanto como processo quanto como resultado artístico. No primeiro caso, refere-se ao processo pelo qual uma superfície é marcada aplicando-se sobre ela a pressão de uma ferramenta (em geral, um lápis, caneta ou pincel) e movendo-a, de forma a surgirem pontos, linhas e formas planas. O resultado deste processo (a imagem obtida), portanto, também pode ser chamada de desenho. Desta forma, um desenho manifesta-se essencialmente como uma composição bidimensional formada por linhas, pontos e formas. O desenho envolve uma atitude do desenhista (o que poderia ser chamado de desígnio) em relação à realidade: o desenhista pode desejar imitar a sua realidade sensível, transformá-la ou criar uma nova realidade com as características próprias da bidimensionalidade ou, como no caso do desenho de perspectiva, a tridimensionalidade. (wikipedia)

Eu, particularmente, fico impressionado com os detalhes dos desenhos de Costa Araujo. No primeiro, a mim, o retrato de um momento de conflito de um casal, ambos nus (poderia ter sido antes ou depois do sexo?), a mulher indisposta, ou o  homem numa situação constrangedora, por que não? Bom, fica a critério do público fazer esta viagem e esta interpretação particular. Já no segundo desenho, há um clima de festa, três mulheres, uma garrafa num balde de gelo, ao chão duas taças, uma está virada, o homem talvez embriagado, a mulher de seios nus (uma deusa?)  lhe afaga na genital. Seria um bordel ou apenas um sonho paradisíaco de um bêbado? Dois desenhos maravilhosos. Vamos viajar!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Tríptico de Costa Araujo - 2006

tríptico - 120x60 cm - acrílico sobre tela - 2006 - coleção particular

“Para me familiarizar melhor com uma obra de arte, costumo usar um truque: entro, artificialmente, em estado de ingenuidade, falo dela — e também falo com ela, no tom mais cotidiano, até um pouco imbecilizado. Primeiro me aproximo. Estou me referindo a obras nobres — e esforço-me por me fazer mais ingênuo e desajeitado do que sou. Tento assim livrar-me da timidez. ‘Que engraçado... é vermelho..., vermelho aqui... e aqui azul... e a pintura parece lama.’
A obra perde um pouco da solenidade. Por meio de um reconhecimento familiar, aproximo-me lentamente de seu segredo...” (Jean Genet, in “O ateliê de Giacometti”). 
Segundo me disse Costa Araujo, a obra acima foi feita para uma das várias exposições de arte em que o artista participou. Possui uma temática múltipla, o que requer um cuidado e um conhecimento mais amplo do que a motivou. Talvez eu ainda pergunte ao artista alguns detalhes que possam enriquecer ainda mais esta obra magnífica.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Abstract Faces Design by Costa Araujo - 2012

Drawing and watercolor - A3 - 2012

Como escreve o poeta Manoel de Barros:

"Para apalpar as intimidades do mundo é preciso saber:
a) que o esplendor da manhã não se abre com faca;  
b) o modo como as violetas preparam o dia para morrer;  
c) por que é que as borboletas de tarjas vermelhas têm devoção por túmulos;  
d) se o homem que toca de tarde sua existência num fagote tem salvação.

Desaprender 8 horas por dia ensina os princípios. As coisas não querem mais ser vistas por pessoas razoáveis: Elas desejam ser olhadas de azul, que nem uma criança que você olha de ave".

A arte ensina justamente a desaprender os princípios do óbvio que é atribuído aos objetos, às coisas. (Katia Canton)

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Imagens de Évora por Costa Araujo




Imagens de Évora - acrílica sobre tela - 2002

Confesso que conheci Évora por intermédio de Costa Araujo. A cidade de Évora remonta há mais de dois mil anos, com um dos maiores acervos patrimoniais de Portugal, é conhecida como "A cidade museu", e, em 1986, seu centro histórico foi declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO. Nesta tela, Costa Araujo, que viveu por muitos anos em Évora, soube retratar de forma magnífica alguns dos belos monumentos da cidade. Outro excelente trabalho deste grande artista. Fiz questão de colocar o quadro em momentos distintos para ter um pouco da visão do artista durante o processo de pintura. Esta obra desperta o desejo de conhecer esta bela cidade, seja por imagens na internet ou pessoalmente.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Mulher tocando guitarra de fado - processo

 


Eis o mesmo quadro em três momentos. Fotografados em sequência com um propósito. Para um leigo, talvez, o quadro do meio já estivesso pronto, mas para o artista faltava algo: luz. A luminosidade muitas vezes nos é quase imperceptível e é necessário vermos seu efeito primeiro para vermos a sua necessidade. Coisa do perfeccionismo do artista. Um exemplo de que como a luz refletida sobre os objetos nos é importante para identificarmos as coisas com mais nitidez. Belo trabalho de Costa Araujo, não só o quadro acabado, como os dois anteriores. Sem este registro, ficaríamos um tanto quanto "ignorantes" do processo artístico. Ver a obra é muito mais satisfatório do que apenas a imaginarmos.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Alguns estudos de Costa Araujo







Como podem ver pelos trabalhos postados acima, um artista não nasce espontaneamente. Como tudo na vida, há necessidade de gosto, dom, persistência, estudo e, muita, muita disciplina para que a idéia se concretize num trabalho ao gosto do artista. Fazer uns rabiscos todos os dias ajudam e um pouco de estudo de técnicas melhoram o desempenho, noção de profundidade e efeitos de luz, também. E, como apreciador de arte, vejo que todos os trabalhos de estudo também carregam fortes características que os tornam muito valorizados, tanto quanto as obras finais.