Mostrando postagens com marcador fine art virtual gallery. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fine art virtual gallery. Mostrar todas as postagens

sábado, 25 de agosto de 2012

What's beyong the canvas? Costa Araujo works.

Acrylic on paper - 2011 - A3

Acrylic on paper - A3 - 2011
Já comentei que muitos dos trabalhos de Costa Araujo tendem para uma terceira dimensão. Como se o retratado estivesse saindo da tela, rompendo seus limites. Um exercício que surpreende e excita o público, obrigando-o a expressar "Huh? Wow.", como disse Edward Ruscha.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Dois Casarios de Costa Araujo?

Watercolor - 2012 - A3 - Monsaraz Portugal Painting

Acrylic on canvas. Costa Araujo Painting - Old Buildings - 2008
Admito que não sei dizer se estas duas produções se enquadrariam no tradicional estilo "casario", pois são reproduções de cidades portuguesas, retratadas pela lembrança do artista que viveu nestes locais por anos. Muitas das cidades portuguesas, como Monsaraz, retratada na aquarela, são vilarejos medievais, tombadas e que pararam no tempo e podem ser vistas tal e qual, como assim retratadas pelo artista. Esta segunda pintura em acrílica parace exceder os limites da tela, estilo pessoal do artista que costuma estipular margens às telas e rompê-las ao seu bel prazer. Belos trabalhos de Costa Araujo.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

An Abstract Face Painting by Costa Araujo - 2011

An abstract face painting by Costa Araujo Fine Art - 2011 - Acrylic on canvas.
Já me disseram que sou muito detalhista, então vou aproveitar e dizer que esta obra de Costa Araujo é um legítimo Costa Araujo (?). Não só porque é de sua autoria, obviamente, mas também porque é um estilo muito pessoal do artista. Desenhar face é um arte que o artista domina também como poucos, muito poucos, e Costa Araujo consegue, através destas várias faces, criar várias possibilidades de interpretação deste quadro produzido em 2011 e que pertence a algum colecionador particular. Os detalhes em roxo também são resquícios de uma outra fase do artista. Enjoy yourself.

As Amigas - Costa Araujo - 2009


Costa Araujo - Acrylic on canvas - 2009 - The girl friends
Eis uma foto de um dos quadros do artista, já vendido, o qual eu não vi pessoalmente. A técnica utilizada pelo artista nesta produção foge um pouco da maioria em que Costa Araujo privilegia a nitidez da face dos personagens. Neste caso em particular a ausência de nitidez dá aos rostos destas "três amigas" (título dado pelo artista) um estereótipo, predominando a classe social das amigas, três camponesas, sem que nenhuma se sobressaia. Os potes, como me confessou o artista, são de um gosto pessoal. "Adoro pintar potes", disse-me ele um dia. E os tons terrosos, mistura de variações de marron que o artista tem prazer em descobrir, misturando as cores. Então repasso um detalhe que só ajuda na divulgação da obra, que basta por si. Costa Araujo é um artista plástico completo. Meus comentários? Irrelevantes.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Fishermen (Os Pescadores) - Costa Araujo - 2008

Pescadores (Fishermen) - Acrylic on canvas - 2008
Este trabalho de Costa Araujo estava também junto àquele do "Menino aprendendo a amarrar o calçado", que adquiri com muito gosto, motivo pelo qual tenho mantido esta admiração por este grande artista. Esta obra ainda está lá na Galeria, à venda hoje por R$500,00 (quinhentos reais). Uma pechincha na proporção do valor, muitas vezes, inestimável que uma obra de arte deste porte costuma ter. Eu postei no Fine Art Virtual Gallery este quadro avaliando-o em US$ 1,000. Muito? Absolutamente. Acessando o blog, é possível ver outras obras de artistas renomados, cuja avaliação beira à insensatez, milhões de dólares. Nos EUA e Europa, os mil dólares é que são uma pechincha. Então, quanto vale uma obra de arte? O valor que alguém há de pagar, muitos responderão. Particularmente eu entendo que para se apurar o valor de uma obra há que se levar em conta os fatores básicos, como custo da tela, tinta, tempo de trabalho, e outros interligados à produção, mas é o nome do artista e a "função social" da obra que pesam mais. Além disso, atualmente, acrescenta-se na avaliação a lei da oferta-e-procura. Num eventual leilão de obras de arte, onde a obra passa a ser um "investimento", é que entra a "insensatez" mencionada anteriormente. Pois, então, que venha e impere a insensatez também nos países emergentes, como o Brasil.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

As mãos com imagens. Por Joaquim Pulga

Costa Araujo - Acrylic on canvas
Nos canhenhos de assentos na antiquíssima Bracara Augusta consta seguramente o nascimento do José Augusto Costa Araújo, no ano de tal, filho de tal e tal. Sobre as suas mãos e sua rijeza estética, nada atestarão as folhas nutridas de pó. Sabemo-lo agora nós que te conhecemos a obra de muito tempo.

Não sei quando e se pela mão progenitora ou nos seus calcanhares, desceste ainda mais para sul do hemisfério inferior deste achatado globo. Eu, pela parte que me toca, penso que só lucraste com tal viagem, possivelmente, num barco voador ainda movido a hélices. E por lá medraste um ror de anos a fundir ritmos, cores, traços, expressões e outros condimentos que a quentura das Áfricas e Brasis vai desvendando a quem por lá se demora.

Depois, com os sinuosos acasos da vida, subiste para a África de cá (o Alentejo nas palavras poéticas do já desaparecido Rui Knopfli). E por aqui permaneces branqueando as melenas enquanto, com a regularidade de um relógio suíço, cobres com mansidão furiosa a traços e cores mirabolantes tudo quanto pensas propício para gravar o teu pictórico génio. Para isso tens no Alentejo um manancial inigualável. Tens nas ceifeiras alentejanas uma peculiar e arrimada sensualidade criativa. Até parece que nessa antiga labuta trocaste, por momentos, o pincel pela foice. Tal sensualidade que revejo in loco com os olhos que minha mãe me concedeu, dependurada, ali, no lado direito da parede onde me sento e escrevo mesmo agora sobre o Araújo, numa ofertada aguarela que desvenda uma jovem apetecivelmente descuidada, de ombros angulosos e duas luas cheias por seios donde se empinam rosáceos mamilos.
Costa Araujo - Acrylic on canvas

Enquanto olho as palavras já gravadas, passo a memória pelo pluralismo da tua obra. Do exotismo à Gauguin, pintado numa tela existente na tua oficina, à força que salta da tela que exibe uma matrona balzaquiana que tem uma mão brutalmente expressiva e uns olhos poderosos que dizem tudo sobre o trabalho das mãos com imagens do pintor.

Persevera sempre Araújo. O lápis, o pincel, a tinta, o papel e o que demais usas na tua arte, foram também as velhas ferramentas com que os ancestrais pedreiros-livres construíram um mundo harmonioso de criadores.

Joaquim Pulga